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Novidades no tratamento do câncer de mama: entenda porque muitas mulheres não precisarão mais de quimioterapia

Neste último dia 08 de Abril (segunda-feira) foi comemorado o dia mundial de luta contra o câncer, e nada melhor para comemorar a data do que esta boa notícia: novas alternativas à quimioterapia já estão sendo estudadas e implementadas. A novidade foi divulgada no ano passado (2018) no maior congresso oncológico do mundo realizado em Chicago, nos Estados Unidos, e publicado em uma revista científica internacional.

O câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete mulheres em todo o mundo. Muitos fatores de risco estão associados à doença, tais como idade superior aos 50 anos, hereditariedade, história reprodutiva, exposição contínua a radiações ionizantes (ou produtos tóxicos) e alcoolismo.

Em relação à história reprodutiva, estão inclusos fatores como a primeira menstruação antes dos 12 anos de idade, o uso de contraceptivos hormonais, gravidez após os 30 anos ou ausência de gravidez e menopausa após os 55 anos.

O câncer de mama resultante de fatores genéticos e hereditários é responsável por apenas 5 a 10 % das ocorrências da doença.

Como todo tipo de câncer, o câncer de mama apresenta estágios, e , dependendo do estágio de evolução, um tratamento específico poderá ser indicado, a exemplo das cirurgias, quimioterapia, hormonioterapia, imunoterapia e radioterapia. Algumas circunstâncias demandam combinação entre duas modalidades de tratamento, no entanto a cirurgia é uma indicação geral para todos os casos.

A quimioterapia, mais precisamente, pode gerar inúmeros efeitos colaterais, dentre eles a perda de cabelo, náuseas, vômito e dores, o que ocasiona um desconforto extra associado à convivência com a doença.

Neste artigo, você conhecerá um pouco mais sobre o câncer de mama e sobre esta grande novidade referente às suas novas possibilidades de tratamento para aqueles pacientes que teriam de se submeter à quimioterapia.

Boa leitura.

 

Considerações gerais sobre o câncer

Câncer é uma condição patológica caracterizada pelo crescimento desordenado de células, as quais podem invadir tecidos e órgãos, dividindo-se rapidamente de forma agressiva e incontrolável. Essa atividade acelerada das células contribui para a formação dos tumores.

Dependendo da localização primária na qual esses tumores estejam ‘instalados’, o câncer é classificado como pertencente a um tipo específico, a exemplo do câncer de próstata, câncer de pulmão, câncer de fígado entre outros.

 

Sintomas específicos do câncer de mama e métodos para o diagnóstico

O autoexame regular de mama é uma forma eficaz de perceber alterações na mama ainda no seu estágio inicial. Essas alterações podem ser vermelhidão ou pele mais enrijecida, alteração na coloração e no formato da auréola, presença de nódulo indolor, liberação de líquido pelo mamilo, aumento da temperatura das mamas, crostas ou feridas e presença de veias perceptíveis.

Os sintomas podem surgir de modo isolado ou em conjunto. Na detecção de qualquer um desses sintomas, deve-se procurar o médico mastologista para , com auxílio dos exames, obter o diagnóstico preciso do caso. Em algumas circunstâncias, pode ser um nódulo benigno ou inflamação de algum tecido mamário, casos que também demandam tratamento/intervenção, embora de modo menos invasivo e agressivo.  

A confirmação do câncer de mama ocorre por meio do exame clínico das mamas, associado a exames de imagem como a mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética. Dentre estes, a ultrassonografia mamária e mamografia são ofertados pela Vérita diagnósticos. No entanto, a confirmação só é realizada por meio de biópsia, ou seja, retirada de um fragmento do nódulo suspeito, através de punções com a agulha ou de pequenas cirurgias.

Em relação aos tecidos atingidos pelo câncer de mama, pode haver acometimento dos ductos, lobos e glândulas mamárias, de forma in situ ou invasiva. Quando o câncer se manifesta na auréola em torno dos mamilos, o quadro é chamado de Doença de Paget. Conforme a extensão do acometimento das células patológicas, o câncer é dividido em 4 estágios.

Quando o câncer de mama está em estágio mais avançado, além da intensificação dos sintomas específicos, há dores ósseas, perda de apetite, fraqueza muscular e dor de cabeça intensa. Esses sintomas são causados pela metástase das células malignas para outros órgãos do corpo, tais como pulmões e cérebro.

 

Um pouco mais sobre o estudo que aponta alternativas à quimioterapia

O estudo mencionado no início do artigo foi iniciado no ano de 2006 e financiado pelo governo americano, governo canadense e algumas entidades filantrópicas. Neste estudo, foram avaliadas 10.273 mulheres com idade compreendida entre 18 e 75 anos, e avaliadas por meio de um teste genético que possibilita descobrir se as chances de reincidência após o tratamento são baixas, intermediárias ou altas.  

Segundo os parâmetros deste teste genético, as pacientes com risco considerado intermediário ou baixo poderiam ser poupadas da quimioterapia e tratadas apenas com hormonioterapia.

Em termos gerais, a quimioterapia ainda é indicada para a maioria dos casos de modo a tratar a doença e prevenir sua reincidência nos 3 anos seguintes ao tratamento. No entanto, com a aplicação deste teste aproximadamente 70% das mulheres poderão evitar a quimioterapia e seus efeitos colaterais.

Aqui no Brasil, o teste já está disponível, porém, não é oferecido pelo SUS e possui um valor bastante elevado, equivalente a aproximadamente 12 mil reais, ou seja, infelizmente ainda é inviável para a maioria da população.

 

Considerações finais

O câncer de mama é o tipo de câncer que mais atinge as mulheres e está relacionado a uma diversidade de fatores de risco. Possui sintomas específicos relacionados às alterações nas mamas. O diagnóstico é clínico, através de exames de imagem e de biópsia. O tratamento pode ser através de cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e hormonioterapia. A quimioterapia, no entanto, implica em muitos efeitos colaterais, porém, pode ser evitada por meio da realização de um teste genético que mede o risco de reincidência da doença. Infelizmente, este teste ainda não é disponibilizado pelo SUS.

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Sabendo da importância da conscientização sobre o câncer é que trouxemos este artigo até você.

Na Vérita diagnósticos estamos sempre preocupados em trazer a você informações que assegurem a saúde e o bem-estar em caráter integral.

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